quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desapego

Daí a pessoa sonha que o cara cai no poço do elevador. Ela até tentou segurar, com pouco esforço e nenhum sucesso (como aquelas cenas de filme em que seguram pela mão e os dedos vão escorregando, só que bem rápido). Sentiu-se um pouco culpada, mas sabia que a culpa era dele que saiu andando na frente e nem olhou se o elevador estava no andar. Ela chora, no chão, grita "não", um "não" estranho de sonho desses em que o som não sai. Mas o cara não morre, fica todo estropiado, de dente e perna quebrados; ela o leva ao hospital e fica lá, morrendo de sono, ao lado dele, em pé, como que numa situação de sacrifício. E decide que chegou a hora dela descansar, despede-se, e vai.