domingo, 18 de dezembro de 2011

feliz ano velho (2)

Acho que, para um fim de ano, nada como uma boa reflexão. Este ano me aconteceram coisas incríveis. Como sempre, continuei conhecendo pessoas maravilhosas, não perdi nenhum amigo e mantive a lista de affair com rapazes de nomes inusitados. Terminei minha residência médica e comecei a pós graduação; entre uma e outra, um ano todo de muita liberdade e crescimento profissional. Viajei, duas vezes, para lugares obrigatórios: conheci Paris (subi na Torre sozinha e andei à beira do Sena loucamente), Londres (não fui na roda-gigante, morro de medo), a Holanda (andei de bicicleta - não recomendo - e vi moinhos!), visitei minha amiga querida que mora em Newcastle (cidade linda de morrer) e ainda fui pela primeira vez pro Caribe (uma semana de deleite). Iniciei minha aula de canto!!! E já arrisco tocar Carinhoso na flauta transversal, apesar de não ter conseguido seguir em frente com essas aulas infelizmente. Aprendi a hablar espanhol, já conjugo o verbo gustar e sei o que me queda bien (passei de semestre, sucesso!). Fui ao cinema mais vezes que ano passado, ótimo. Estou começando a ter paciência pra assistir a uma novelinha boba ou a um filminho na tv, questão de auto-controle. Continuei meu bloguinho, ainda que com textos crus, mas de muita valia pra mim (ah só quem publica sabe o bem que faz!). Acima de tudo me reaproximei de Jesus, a quem tento seguir, acho que meu maior ganho deste ano! Não entendo como as pessoas vivem sem sentir esse amor.... Não cumpri minha meta de 2011: havia prometido não me apaixonar esse ano (fail), então pra 2012 fica uma meta mais plausível: ter limites. 
Mas o ano ainda não acabou! Tenho pela frente mais uma missão: fazer aniversário. Que venha 2012 cheio de 30 anos!



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novo Visu

Melancolia, vida, ansiedade, conforto, satisfação, vontade, necessidade.
Certeza.

Novos tempos...  
(atualizei, como de costume.)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

bens

Eu tenho bons amigos, muito carinho, trabalho que nem parece, crianças especiais, dinheiro pro chopinho, casa-comida-e-roupa-lavada. Tenho um caminho, até vários. Tenho uma família enorme, que vive em harmonia, um piano, uma flauta e algum dom. Um computador, um blog, uns livros, minha Bíblia, uma televisão queimada, minha cama e meus edredons.
Quero mais o quê?




(alguém arrisca um chute?)

domingo, 20 de novembro de 2011

nota

Tanto procurei, que o inevitável aconteceu. Eu que esperei esse dia nos últimos 3 meses, agora poderia respirar aliviada. Mas respiro o fim, o desapego, o desgaste, de novo. Eu fico bem sim, me cuido, esqueço. Amanhã já foi. Hoje eu choro pelo cansaço. Choro conformado, sabido, mas, ainda assim, triste. A gente cansa de se separar das pessoas, afinal. 



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Agora já sei

Vou fingir que você não tá aí. Vou pensar que eu estou com sono, que tenho aquele monte de coisa pra estudar, que meu estágio está indo bem, meu mestrado vai acontecer, que o sistema imunológico é lindo, mas que existem fungos, tantos fungos, e bactérias, e vírus, e outras coisas que matam gente. Vou tratar de organizar minha festa de aniversário, desvendar onde vou passar a virada de ano, lembrar que tenho muitos amigos com quem não posso faltar. Assistir aos filmes que passaram e aos que vão lançar. Combinar a balada do fim de semana. Ir pra aula de canto, flauta e espanhol. Vou tentar não faltar na academia e andar de bicicleta assim que parar de chover, agora que a ciclovia passa aqui na frente. Continuar procurando um apartamento e tratar de juntar dinheiro pra comprar uma geladeira. E uma cama. Uma grande, de preferência, pra caber você de vez em quando. De vez em quando.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quem espera

Procuro palavras pra te dizer o quanto já estou de saco-cheio.
Mas não te encontro.

domingo, 16 de outubro de 2011

mil motivos




Não consegue deixar de imaginar mil motivos fúnebres pra ele não ter atendido sua ligação.
É o fim. Ponto. Acabou.




hahaha ansioooosa quase nada hahaha

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

RRRUM 2207



Quem já foi ao Caribe não precisa de explicações. Pra quem não foi, deixo aqui uma palinha das minhas horas naquele paraíso – 3 amigas, 7 dias, 1562 gargalhadas e muita história pra contar.
Não se assuste. O mundo caribenho respira amor!!! Tem tubaróns, novios, enamorados, besos, me gustan sus besos, tequilas, preciosos, chilenos, colombianos, dominicanos e até brasileiros, muitos brasileiros.  No começo achamos que era assédio, mas depois aceitamos o fato de todos ali só queriam, simplesmente, levantar nossa auto-estima e arrumar um jeito de nos dizer que éramos lindas, atraentes, beldades, irresistíveis, brasileiras... ok, eu sei, parei, já voltei afinal. Muita praia, muito sol, muito calor, mar infinito, azul fosforescente, golfinhos, estrela do mar, tudo embalado ao som de muita salsa, merengue, bachata e house caribenho.  
Mas nem tudo são rosas, nem golfinhos, nem sol, nem no caribe. É claro que logo que chegamos fomos premiadas com o quarto de número veintidos-cero –siete. Logo percebemos a mudança de humor – zangado para feliz feliz – do recepcionista, assim que checou o RUM que ficaríamos. Ah nem dá pra contar o tanto de perrengue que teve naquele metro quadrado. Mas como estávamos no caribe, não señor, isso não nos atrapalhou!
Também tivemos a oportunidade de conhecer Dominica, nossa arrumadeira. Sempre em falta conosco, falta toalha, falta papel, falta arrumar tudo e, no fim!, tão sorridente despedindo-se. Simpatia dominicana? Haha no no, encontramos os motivos ao desarrumarmos as malas no Brasil. Mas tudo bem, continuamos rindo disso tudo porque afinal é caribe e éramos três!
Deve ser a energia solar que descarrega tanto sentimento bom na gente. Pra quem não gosta de danças calientes, latin lovers, picada de mosquito, sarna pra se coçar e queimadura solar, não recomendo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eu ainda acredito no instante. Acredito que as coisas se transformam dentro da gente assim, numa fração de segundo, como o acender ou apagar de luz. É estranho, mas as verdadeiras mudanças acontecem assim por aqui. Algo tipo uma reação química, uma explosão ou uma apoptose, sei lá.
Outro dia me deu esse negócio. Eu vinha caminhando no meio da estrada, quase caindo prum lado ou outro, e decidi virar prum lado só. Bifurquei. 

Agora vamos ver no que dá.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

clique








Moleque


Maluco
Ansioso
Carinhoso
Carequinha 
Gostoso

Ando acelerada por você. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

em tempo de felicidade

três corações
quatro luas
uns agrados
dois sorrisos
duas madrugadas
uma confusão!
gargalhadas

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dias não


Eu não sei um monte de coisas. Muitas coisas ficam guardadas na forma de textos em cima da minha mesa, para não serem totalmente perdidas e, quem sabe um dia, eu ler. Outras tantas eu resolvi aprender e me matriculei por aí, feito uma menina de 10 anos que precisa ocupar seu tempo: resolvi aprender a cantar, tocar flauta, falar espanhol, tudo no melhor estilo "antes tarde do que nunca". Ainda há aquele monte de coisa que eu preciso saber, pra não cometer atrocidades por aí e acabar presa ou me tornar aquela temida senhora velha desatualizada, credo. Mas, nas últimas 30 horas, uma coisa especificamente tenho desejado saber: o que acontece agora? 

Você não sabe, mas, por trás do meu sorriso e de toda alegria que você vê, eu tenho um coração cansado. Tenho um monte de medos que apareceram desde que encontrei você. Medos que, ao mesmo tempo, te empurram para longe e me fazem querer saber mais sobre tudo isso que eu ainda não sei de você. Você não sabe, mas sinto vontade de te deixar ali em cima da minha mesa junto com tudo aquilo que não é pra agora. Agora eu estou tão cansada!

Hoje eu não sei que parte de mim se encontrou com você. Não sei o que você expulsou daqui de dentro pra caber tão rápido. Não sei como você faz para me deixar assim tão à vontade.

Eu não sei o que vai acontecer. 


Eu queria que você fosse embora.... porque eu estou tão cansada e já tenho muita coisa acumulada pra saber.

domingo, 28 de agosto de 2011

epitáfio

Escrevi, chorei, sonhei, esperei, torci e, 
quando vivi, 
você já não era mais.
Dono de tantas metades de mim, vai embora calado

E, como se não se importasse,
deixa, em seu silêncio, minha saudade.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desapego

Daí a pessoa sonha que o cara cai no poço do elevador. Ela até tentou segurar, com pouco esforço e nenhum sucesso (como aquelas cenas de filme em que seguram pela mão e os dedos vão escorregando, só que bem rápido). Sentiu-se um pouco culpada, mas sabia que a culpa era dele que saiu andando na frente e nem olhou se o elevador estava no andar. Ela chora, no chão, grita "não", um "não" estranho de sonho desses em que o som não sai. Mas o cara não morre, fica todo estropiado, de dente e perna quebrados; ela o leva ao hospital e fica lá, morrendo de sono, ao lado dele, em pé, como que numa situação de sacrifício. E decide que chegou a hora dela descansar, despede-se, e vai. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não matarás?

A Saudade é urgente. 
     Se não tratada logo, começa a se resolver sozinha, se auto-destrói, se desfaz em vontades pequenininhas e insuficientes, muda o gosto, o cheiro e a cor. E vira um pontinho cinza inerte dentro da gente. Desses que impregna. 

 Ah, não tem coisa mais triste do que Saudade vencida.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quando o tempo sopra como a brisa



Palavras cheias de romantismo. Atitudes cheias de paixão. Futuro sem compromisso. Promessas sem data. Dor de decepção. 

A cada passo dado sem o movimentar, a cada lágrima formada prestes a se precipitar, some uma nota da música que eu ia dançar com você.  



...e assim sem melodia vai ficando a nossa primeira dança.

terça-feira, 15 de março de 2011

Terezinha de Trinta

       O terceiro já ameaçou aparecer várias vezes. Foi o amigo do amigo da amiga, foi o cara que dança bem, o irmão da colega do trabalho, o padrinho, o médico, foi aquele cara. No início, em cada novo encanto morava a esperança. Mas o tempo passa e assim ela foi ficando cansada, calejada, desistida. Preservada. Com a bagagem do primeiro e do segundo. Com o final das histórias. E, agora, em cada telefone novo mora apenas um nome e um lugar. Em cada nova promessa mora a dúvida. Em cada espera, o fim.

domingo, 13 de março de 2011

...

Ah, o dia seguinte! Dono da minha dor de cabeça, pesada de tanta consciência. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Paixonite aguda




Coração dilatado, cheio, gordo que ocupa tanto espaço que comprime o pulmão, os vasos, os nervos e sufoca, e aperta, e dói. 


Decerto é a falta de oxigênio que me leva a fazer coisas malucas. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

passa-tempo



 

Arrumei um porquinho 

para te dar um ovo bem grande 

quando você voltar.




("Boas e bobas são as coisas todas que penso quando penso em você" - by Caio Fernando de Abreu)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

déjà vu

quando a gente é criança as coisas impregnam na nossa mente e depois a gente nem sabe de onde veio aquele trauma ou traço ou tic. às vezes eu descubro algum.

passei anos com medo de quando o elevador subia rápido em direção ao último andar. tinha a sensação estranha de que ele ia passar reto e sair do prédio e uma catástrofe aconteceria. Eu juro que sabia que não tinha cabimento mas a sensação existia sem um porquê. até o dia em que refizeram aquele filme A Fantástica Fábrica de Chocolate... e meu medo passou. 

não gostava de ver minha mãe na sacada do prédio e achava perigoso ela ali. imagina eu, que criancinha noiada! enfim só estava preocupada porque a rosa brigava com o cravo e saia despedaçada. já imaginou sua mãe em pedacinhos desmanchando como um quebra-cabeça? várias vezes.

quando pequena passava horas brincando com as figuras de Escher impressas em dezenas de cartas como as de baralho. eu e minha amiga Luisa. talvez venha daí toda a ordem que eu encontro na minha bagunça inevitável.

e a dor que eu sinto ao ouvir um realejo. credo. tem som mais triste nesse mundo? e nesse caso não adianta. eu presumo que venha da música do Chico "estou vendendo um realejo, quem vai levar?..."  nesse caso não passa o aperto no peito cada vez que vejo, ouço ou penso num. são raros hoje em dia. (o mais estranho é que eu adoro encontrá-los. é como um prêmio. como quando a gente vê um arco-íris ou como quando tiramos o palito premiado do sorvete).

Acho que ajuda pensar onde estão as raízes de seus traumas-manias-defeitos para tentar melhorar um pouquinho. Tá aí, sua vida não vai começar depois que um príncipe encantado aparecer com um beijo - desperte agora, nunca é tarde. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

e agora você?

Tempos de mudança são tão difíceis... Era muito mais fácil viver quando meus problemas eram usar uniforme na escola ou ter uma vaga no time de basquete. Sei que não há caminho sem volta, mas certas decisões ficam no seu currículo (pessoal e profissional) pro resto da vida e devem ser bem pensadas.  E quando chega a hora agá dá mais frio na barriga e falta de fome do que se apaixonar! Porque a conclusão de um sonho nos coloca no mundo real assim sem querer e obrigatoriamente. E agora que alcancei minha meta - o fim! - necessito de novos objetivos para seguir querendo, mas como fazê-lo se não sei o que quero? Ou sei que não quero ser sugada pelo trabalho e pesquisas, enquanto tudo se caminha para isso. 
Sei lá, tô tensa.


domingo, 9 de janeiro de 2011

Pra você que não sabe de nada:



Ainda que queira ficar sempre ausente para mim, ainda que ventos gelados soprem em minha direção quando você resolve aparecer, ainda que eu não te espere mais (acredite), ainda que tudo isso simplesmente passe, ainda assim, você


 - do jeito mais clichê e mais novela das seis que existe - 
      

     me enche de sentimentos gostosos e de lembranças boas e de vontade de querer bem o tempo todo. 


Então, te aproveito.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

esconde-esconde



Eu fico torcendo pra você me achar, mas me pergunto se ficar escondida é a melhor opção ou se devo aproveitar que você está olhando pro outro lado e sair correndo e bater a mão? E aí quem sabe enquanto eu corro você me vê e a gente decide ir brincar de outras coisas.  

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Conecte-se

"Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução"


Os tempos mudaram. Mesmo. E é mal fugir não fazendo um perfil no facebook. Faz parte da adaptação da espécie, seleção natural ou coisas assim.
Agora você é convidado para eventos através da rede social. Descobre que foi excluído da reuniãozinha íntima na casa do seu amigo ou do casamento daquela menina que você nem sabia que não era tão amiga assim. Tem que ficar ligado na festinha! As coisas estão acontecendo e só fica para trás quem quer. 
Repito, as coisas mudaram. 
O cara que você conheceu na balada no fim de semana não te ligou ou nem chegou a pedir seu telefone, porém você recebeu cutucadas do ser o dia todo e no final uma mensagem inbox e um pedido para ser sua amiga? Ele até te procurou! O cara está fuçando a sua vida e você achando que ele nem te da mole só porque não te mandou aquele torpedo no dia seguinte...
Se já for casada ou amasiada, compartilhe sua felicidade e casa nova e reformas e enjôos da gestação com a galera! Todos querem paparicar o seu bebê. 
E sobre esse lance de repetir vestido social, alguma coisa precisa ser feita. Ou a gente combina com toda a mulherada que repetir roupa é legal, normal e inevitável, ou acaba com essa opção de marcarem a gente na foto do álbum dos outros. Aquele negócio de "são turmas diferentes" não existe mais, pois no seu mural são todos da sua turma. E ninguém tem nem dinheiro nem tempo nem criatividade suficientes e proporcionais à quantidade de casamentos que se tem para ir na casa dos trinta anos! Já peço licença aqui pois meus vestidos irão se repetir.
Por enquanto, não da mais para ficar confinado ao seu mundinho. Vamos combinar esse negócio do vestido aí e se conforme. 


"mundo mundo vasto mundo
mais vasto é meu coração"

De-preferência

Coisas fúteis, sentimentos bobos, papo-furado, reclamações, indignações, retratos-falados. Algo em comum. Corre-se o risco de se encontrar por aqui. 
Decidi postar tudo sem rascunho, assim direto no blog. Parece mais real esse negócio de ser ao vivo. Prometo não postar à toa, a não ser que seja muito urgente. 
Não pretendo divagar muito. Esse negócio de querer analisar a vida o tempo todo acaba que torna muita coisa menos interessante no fim. Fiquei pensando sobre isso e na minha cabeça ecoa Alberto Caeiro falando "há metafísica bastante em não pensar em nada", "há metafísica bastante em não pensar em nada", "há metafísica bastante em não pensar em nada"...