quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quando o tempo sopra como a brisa



Palavras cheias de romantismo. Atitudes cheias de paixão. Futuro sem compromisso. Promessas sem data. Dor de decepção. 

A cada passo dado sem o movimentar, a cada lágrima formada prestes a se precipitar, some uma nota da música que eu ia dançar com você.  



...e assim sem melodia vai ficando a nossa primeira dança.

terça-feira, 15 de março de 2011

Terezinha de Trinta

       O terceiro já ameaçou aparecer várias vezes. Foi o amigo do amigo da amiga, foi o cara que dança bem, o irmão da colega do trabalho, o padrinho, o médico, foi aquele cara. No início, em cada novo encanto morava a esperança. Mas o tempo passa e assim ela foi ficando cansada, calejada, desistida. Preservada. Com a bagagem do primeiro e do segundo. Com o final das histórias. E, agora, em cada telefone novo mora apenas um nome e um lugar. Em cada nova promessa mora a dúvida. Em cada espera, o fim.

domingo, 13 de março de 2011

...

Ah, o dia seguinte! Dono da minha dor de cabeça, pesada de tanta consciência. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Paixonite aguda




Coração dilatado, cheio, gordo que ocupa tanto espaço que comprime o pulmão, os vasos, os nervos e sufoca, e aperta, e dói. 


Decerto é a falta de oxigênio que me leva a fazer coisas malucas. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

passa-tempo



 

Arrumei um porquinho 

para te dar um ovo bem grande 

quando você voltar.




("Boas e bobas são as coisas todas que penso quando penso em você" - by Caio Fernando de Abreu)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

déjà vu

quando a gente é criança as coisas impregnam na nossa mente e depois a gente nem sabe de onde veio aquele trauma ou traço ou tic. às vezes eu descubro algum.

passei anos com medo de quando o elevador subia rápido em direção ao último andar. tinha a sensação estranha de que ele ia passar reto e sair do prédio e uma catástrofe aconteceria. Eu juro que sabia que não tinha cabimento mas a sensação existia sem um porquê. até o dia em que refizeram aquele filme A Fantástica Fábrica de Chocolate... e meu medo passou. 

não gostava de ver minha mãe na sacada do prédio e achava perigoso ela ali. imagina eu, que criancinha noiada! enfim só estava preocupada porque a rosa brigava com o cravo e saia despedaçada. já imaginou sua mãe em pedacinhos desmanchando como um quebra-cabeça? várias vezes.

quando pequena passava horas brincando com as figuras de Escher impressas em dezenas de cartas como as de baralho. eu e minha amiga Luisa. talvez venha daí toda a ordem que eu encontro na minha bagunça inevitável.

e a dor que eu sinto ao ouvir um realejo. credo. tem som mais triste nesse mundo? e nesse caso não adianta. eu presumo que venha da música do Chico "estou vendendo um realejo, quem vai levar?..."  nesse caso não passa o aperto no peito cada vez que vejo, ouço ou penso num. são raros hoje em dia. (o mais estranho é que eu adoro encontrá-los. é como um prêmio. como quando a gente vê um arco-íris ou como quando tiramos o palito premiado do sorvete).

Acho que ajuda pensar onde estão as raízes de seus traumas-manias-defeitos para tentar melhorar um pouquinho. Tá aí, sua vida não vai começar depois que um príncipe encantado aparecer com um beijo - desperte agora, nunca é tarde. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

e agora você?

Tempos de mudança são tão difíceis... Era muito mais fácil viver quando meus problemas eram usar uniforme na escola ou ter uma vaga no time de basquete. Sei que não há caminho sem volta, mas certas decisões ficam no seu currículo (pessoal e profissional) pro resto da vida e devem ser bem pensadas.  E quando chega a hora agá dá mais frio na barriga e falta de fome do que se apaixonar! Porque a conclusão de um sonho nos coloca no mundo real assim sem querer e obrigatoriamente. E agora que alcancei minha meta - o fim! - necessito de novos objetivos para seguir querendo, mas como fazê-lo se não sei o que quero? Ou sei que não quero ser sugada pelo trabalho e pesquisas, enquanto tudo se caminha para isso. 
Sei lá, tô tensa.