de chocolate, de graça, potável, por querer, animado, prevenível, entre amigos, agora, em português, de competir, recíproco, estável, perto, carinhoso, inteligente e meu.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Desapego
Daí a pessoa sonha que o cara cai no poço do elevador. Ela até tentou segurar, com pouco esforço e nenhum sucesso (como aquelas cenas de filme em que seguram pela mão e os dedos vão escorregando, só que bem rápido). Sentiu-se um pouco culpada, mas sabia que a culpa era dele que saiu andando na frente e nem olhou se o elevador estava no andar. Ela chora, no chão, grita "não", um "não" estranho de sonho desses em que o som não sai. Mas o cara não morre, fica todo estropiado, de dente e perna quebrados; ela o leva ao hospital e fica lá, morrendo de sono, ao lado dele, em pé, como que numa situação de sacrifício. E decide que chegou a hora dela descansar, despede-se, e vai.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Não matarás?
A Saudade é urgente.
Se não tratada logo, começa a se resolver sozinha, se auto-destrói, se desfaz em vontades pequenininhas e insuficientes, muda o gosto, o cheiro e a cor. E vira um pontinho cinza inerte dentro da gente. Desses que impregna.
Ah, não tem coisa mais triste do que Saudade vencida.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Quando o tempo sopra como a brisa
Palavras cheias de romantismo. Atitudes cheias de paixão. Futuro sem compromisso. Promessas sem data. Dor de decepção.
A cada passo dado sem o movimentar, a cada lágrima formada prestes a se precipitar, some uma nota da música que eu ia dançar com você.
...e assim sem melodia vai ficando a nossa primeira dança.
terça-feira, 15 de março de 2011
Terezinha de Trinta
O terceiro já ameaçou aparecer várias vezes. Foi o amigo do amigo da amiga, foi o cara que dança bem, o irmão da colega do trabalho, o padrinho, o médico, foi aquele cara. No início, em cada novo encanto morava a esperança. Mas o tempo passa e assim ela foi ficando cansada, calejada, desistida. Preservada. Com a bagagem do primeiro e do segundo. Com o final das histórias. E, agora, em cada telefone novo mora apenas um nome e um lugar. Em cada nova promessa mora a dúvida. Em cada espera, o fim.
domingo, 13 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Paixonite aguda
Coração dilatado, cheio, gordo que ocupa tanto espaço que comprime o pulmão, os vasos, os nervos e sufoca, e aperta, e dói.
Decerto é a falta de oxigênio que me leva a fazer coisas malucas.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
passa-tempo
Arrumei um porquinho
para te dar um ovo bem grande
quando você voltar.
("Boas e bobas são as coisas todas que penso quando penso em você" - by Caio Fernando de Abreu)
para te dar um ovo bem grande
quando você voltar.
("Boas e bobas são as coisas todas que penso quando penso em você" - by Caio Fernando de Abreu)
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