sexta-feira, 23 de setembro de 2011

em tempo de felicidade

três corações
quatro luas
uns agrados
dois sorrisos
duas madrugadas
uma confusão!
gargalhadas

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dias não


Eu não sei um monte de coisas. Muitas coisas ficam guardadas na forma de textos em cima da minha mesa, para não serem totalmente perdidas e, quem sabe um dia, eu ler. Outras tantas eu resolvi aprender e me matriculei por aí, feito uma menina de 10 anos que precisa ocupar seu tempo: resolvi aprender a cantar, tocar flauta, falar espanhol, tudo no melhor estilo "antes tarde do que nunca". Ainda há aquele monte de coisa que eu preciso saber, pra não cometer atrocidades por aí e acabar presa ou me tornar aquela temida senhora velha desatualizada, credo. Mas, nas últimas 30 horas, uma coisa especificamente tenho desejado saber: o que acontece agora? 

Você não sabe, mas, por trás do meu sorriso e de toda alegria que você vê, eu tenho um coração cansado. Tenho um monte de medos que apareceram desde que encontrei você. Medos que, ao mesmo tempo, te empurram para longe e me fazem querer saber mais sobre tudo isso que eu ainda não sei de você. Você não sabe, mas sinto vontade de te deixar ali em cima da minha mesa junto com tudo aquilo que não é pra agora. Agora eu estou tão cansada!

Hoje eu não sei que parte de mim se encontrou com você. Não sei o que você expulsou daqui de dentro pra caber tão rápido. Não sei como você faz para me deixar assim tão à vontade.

Eu não sei o que vai acontecer. 


Eu queria que você fosse embora.... porque eu estou tão cansada e já tenho muita coisa acumulada pra saber.

domingo, 28 de agosto de 2011

epitáfio

Escrevi, chorei, sonhei, esperei, torci e, 
quando vivi, 
você já não era mais.
Dono de tantas metades de mim, vai embora calado

E, como se não se importasse,
deixa, em seu silêncio, minha saudade.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desapego

Daí a pessoa sonha que o cara cai no poço do elevador. Ela até tentou segurar, com pouco esforço e nenhum sucesso (como aquelas cenas de filme em que seguram pela mão e os dedos vão escorregando, só que bem rápido). Sentiu-se um pouco culpada, mas sabia que a culpa era dele que saiu andando na frente e nem olhou se o elevador estava no andar. Ela chora, no chão, grita "não", um "não" estranho de sonho desses em que o som não sai. Mas o cara não morre, fica todo estropiado, de dente e perna quebrados; ela o leva ao hospital e fica lá, morrendo de sono, ao lado dele, em pé, como que numa situação de sacrifício. E decide que chegou a hora dela descansar, despede-se, e vai. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não matarás?

A Saudade é urgente. 
     Se não tratada logo, começa a se resolver sozinha, se auto-destrói, se desfaz em vontades pequenininhas e insuficientes, muda o gosto, o cheiro e a cor. E vira um pontinho cinza inerte dentro da gente. Desses que impregna. 

 Ah, não tem coisa mais triste do que Saudade vencida.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quando o tempo sopra como a brisa



Palavras cheias de romantismo. Atitudes cheias de paixão. Futuro sem compromisso. Promessas sem data. Dor de decepção. 

A cada passo dado sem o movimentar, a cada lágrima formada prestes a se precipitar, some uma nota da música que eu ia dançar com você.  



...e assim sem melodia vai ficando a nossa primeira dança.

terça-feira, 15 de março de 2011

Terezinha de Trinta

       O terceiro já ameaçou aparecer várias vezes. Foi o amigo do amigo da amiga, foi o cara que dança bem, o irmão da colega do trabalho, o padrinho, o médico, foi aquele cara. No início, em cada novo encanto morava a esperança. Mas o tempo passa e assim ela foi ficando cansada, calejada, desistida. Preservada. Com a bagagem do primeiro e do segundo. Com o final das histórias. E, agora, em cada telefone novo mora apenas um nome e um lugar. Em cada nova promessa mora a dúvida. Em cada espera, o fim.