sábado, 30 de junho de 2012

passageiro

                                                                       
que coisa estranha que a gente sente à vezes e que dá vontade de ter mais do que se pode agora, não sei. coisa estranha essa vontade que aparece de repente e toma conta e faz a gente pensar em nada. nada além.

    hoje eu tive uma vontade louca.


e então eu fotografei a lua, na rua, pra guardar você.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

insight

E de repente eu descobri que era eu quem mais estereotipava as pessoas. Porque sem querer eu achava que médica tinha que ter cara e jeito de médica; que tinha que ser menina com cara e jeito de mulherzinha; que cristã só vinha com cara, cabelo, saia e jeito de cristã; que ninguém podia beber feito louca e ser todo o resto; que eu tinha que ser eu sendo várias, e ainda tinha que agradar todo mundo. 


Me lembrei de Pessoa agora. Ele, que foi tantos e tanto, deixou esse conselho na voz de Ricardo Reis, o médico (!).


Perfeito:


  Para ser grande, sê inteiro: nada 
Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és 
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda 
Brilha, porque alta vive



.........

terça-feira, 12 de junho de 2012

esperando o sol aparecer de novo.


Faz tempo que não digito nada aqui, tenho pensado muito, buscado respostas, insights e diversões. Tenho dado muita risada. Mas sentido muito frio. Está difícil de escrever com as mãos pra fora do cobertor...
 

domingo, 6 de maio de 2012

o amor tem dessas coisas





Feito reflexo - era o jeito que eu pensava 
que, na distância de quilômetros de saudade, 
a lua te trazia, todo dia, pra perto de mim.


Achava incrível......

domingo, 29 de abril de 2012

tô pressentindo

Vai embora um passado de saudade, com um aviso estampado no peito: "vem aí um futuro feliz".

terça-feira, 24 de abril de 2012

Desenredo

Sobre uma moça que sempre se encantava com o arco-íris, com a bolinha-de-sabão e com um céu repleto de ovos-de-Páscoa, com o barulho da chuva e com cheiro de multidão.


Chegou o dia em que ela se viu despedaçada. Pedaços que estavam, outrora, tão bem colados que ninguém, nem ela, percebia. E cada pedaço era um pouco de uma pessoa, que em algum momento havia passado por ali. Mas o que seria ela senão aquele monte de pedaços de pessoas? Despedaçando-se, o que seria? Pois não encontrava o pedaço unitário que, no todo, de fato, a constituía. 

Um dia, cansada, descobriu que esse único pedaço não existia. Descobriu que todos aqueles pedaços ainda estavam ali. E que na vida a gente se faz do tanto de coisa que a gente junta e conhece e aprende ou desaprende, gosta ou desgosta. E de repente talvez não estivesse mais despedaçada. Só precisava aprender da arte de encaixar tudo direito, e não descolar mais.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

pausa

às vezes me dá um medo pequeno
de entender
de mudar
de quando tudo isso passar
de repente, 
não te perceber mais aqui
...