domingo, 6 de maio de 2012

o amor tem dessas coisas





Feito reflexo - era o jeito que eu pensava 
que, na distância de quilômetros de saudade, 
a lua te trazia, todo dia, pra perto de mim.


Achava incrível......

domingo, 29 de abril de 2012

tô pressentindo

Vai embora um passado de saudade, com um aviso estampado no peito: "vem aí um futuro feliz".

terça-feira, 24 de abril de 2012

Desenredo

Sobre uma moça que sempre se encantava com o arco-íris, com a bolinha-de-sabão e com um céu repleto de ovos-de-Páscoa, com o barulho da chuva e com cheiro de multidão.


Chegou o dia em que ela se viu despedaçada. Pedaços que estavam, outrora, tão bem colados que ninguém, nem ela, percebia. E cada pedaço era um pouco de uma pessoa, que em algum momento havia passado por ali. Mas o que seria ela senão aquele monte de pedaços de pessoas? Despedaçando-se, o que seria? Pois não encontrava o pedaço unitário que, no todo, de fato, a constituía. 

Um dia, cansada, descobriu que esse único pedaço não existia. Descobriu que todos aqueles pedaços ainda estavam ali. E que na vida a gente se faz do tanto de coisa que a gente junta e conhece e aprende ou desaprende, gosta ou desgosta. E de repente talvez não estivesse mais despedaçada. Só precisava aprender da arte de encaixar tudo direito, e não descolar mais.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

pausa

às vezes me dá um medo pequeno
de entender
de mudar
de quando tudo isso passar
de repente, 
não te perceber mais aqui
...

quarta-feira, 28 de março de 2012

um dia

Um dia eu queria poder te mostrar tudo o que te escrevi. E não te enviei. Todo o ano que passei pensando, querendo, conhecendo lugares e coisas e bandas e pessoas que me lembravam de ti, que te traziam - de alguma forma - pra perto de mim. Queria te dar tudo isso. Queria te dar aquele ovo de Páscoa bem grande, guardado, lembra?, que eu te daria quando estivesses por aqui.
A Páscoa já está aí de novo, quem sabe.....

terça-feira, 6 de março de 2012

Esvazie seu coração

Ladainha, ladainha. Não aguento mais esse assunto repetido. Paixão, amor, separação.  Preciso de inutilidades, criar um blog alternativo, falar sobre maquiagem ou sobre o calor que anda fazendo lá fora. 
Então comprei um livro novo. Nada como palavras que não componham uma frase sobre fungos, bactérias, caras estranhos ou neutropenia febril. Entrar na história dos outros, ganhar novos amigos e esperar um final feliz. 
Eu ando extremamente feliz, por nada. Pelo nada. 


Um coração vazio nos permite tanta coisa... 

sábado, 28 de janeiro de 2012

Entremeios

    É clichê entre as pessoas que ficam solteiras muito tempo terem medo de não conseguir mais ficar junto. As horas passam e a gente vai ficando cheia de mania e exigência e acostumada a ficar só. Não posso nem dizer que seja costume. É prazer. O prazer de não dar satisfação, de não ter que esperar. Vira prazer até a sensação de poder conhecer gente nova. Um vício, é isso. A gente fica viciada na possibilidade de existir alguém por aí que seja melhor e que combine mais do que o que passou e não deu certo. E nunca fica satisfeito. Nisso mora meu medo. Medo grande de não dar mais certo. De não ter vontade. Tanta gente que passa e não atina vontade... 
     É aí que você se torna minha ponta de esperança. Não a esperança de juras-de-amor ou de que a gente seja feliz-para-sempre, mas esperança de que em algum lugar existe essa vontade em mim. Que hoje mora em você. Deve ser por isso que não te deixo ir, apesar das nossas diferenças todas. De certa forma e do jeito mais irracional (adolescente) possível, encontrei em você um bom cantinho. Apaixonei.